segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Alteridade

Não nasci poeta.
Não.
Tão pouco tornei-me um.

Não me fiz poeta.
Não.
Tão pouco me diz um.

Não morri poeta.
Não.
Tão pouco assassinei-me um.

Não escrevi poemas.
Não.
Tão pouco declamei-me algum.

Nalgum poeta, morto,
sim,
deve estar minha alma.

Roubada.

Sem palavras.

3 comentários:

  1. poetas mortos valem mais mortos...dou graças às musas por vc estar vivo!

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  2. mas adorei o poema... ^^ bem me sinto assim, às vezes.

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